Os valores da tabela acima são atualizados automaticamente — o que muda com mais frequência aqui é o preço, então essa parte vem do nosso banco de dados, não do texto. O que esta análise resolve é a pergunta que a tabela não responde: qual plano faz sentido para o seu caso, e onde estão as armadilhas.
O conceito que muda tudo: execução, não tarefa
Antes de comparar planos, entenda como o n8n cobra. Diferente do Zapier — que consome uma “tarefa” a cada passo de um Zap — o n8n cobra por execução de workflow: uma rodada completa, do gatilho ao último nó, conta como uma só, tenha ela 3 ou 30 etapas.
Há ainda um detalhe a favor do seu bolso: o n8n conta apenas execuções bem-sucedidas. Testes durante a montagem e execuções que falham não consomem o seu limite. Isso torna a previsão de custo muito mais honesta do que parece à primeira vista.
A consequência prática: para saber quanto você vai gastar, conte quantas vezes seus workflows rodam por mês, não quantos passos eles têm.
O plano gratuito: self-hosted e seu custo escondido
A Community Edition é gratuita, de código aberto e sem limite de execuções ou de workflows. Você instala via Docker ou npm no seu próprio servidor. Não há mensalidade de licença.
O custo, aqui, não é zero — só não vem em forma de fatura do n8n:
- Infraestrutura: um servidor ou VPS. Para uso leve, isso pode custar poucos dólares por mês.
- Manutenção: alguém precisa atualizar a versão, fazer backup e manter a instância de pé. Para um processo crítico de negócio, esse tempo é um custo real.
Para hobby, prototipagem ou times técnicos com infraestrutura, o self-hosted é imbatível. Para quem não quer ser o “administrador do servidor”, o Cloud cobra exatamente para tirar esse trabalho da sua frente.
n8n Cloud: qual plano para qual perfil
Todos os planos do Cloud incluem usuários e workflows ilimitados — você paga por volume de execução e por recursos avançados, não por assento. O raciocínio de escolha:
- Starter — para validar a ferramenta, automações pessoais ou de um pequeno time, com volume baixo de execuções. É o degrau de entrada para quem não quer self-hostar.
- Pro — para quem já roda automação como parte da operação: mais execuções, mais execuções simultâneas, múltiplos projetos e recursos de administração. É o plano que cobre a maioria dos negócios pequenos e médios.
- Business — quando entram exigências corporativas: SSO/SAML, controle de versão via Git, ambientes separados (teste e produção) e janelas maiores de histórico. O salto de preço a partir do Pro é grande — só vale se você precisa desses recursos, não apenas de mais execuções.
- Enterprise — execuções sob medida, suporte dedicado com SLA, log streaming e cofre de segredos externo. Preço sob consulta.
A armadilha: o buraco entre o Pro e o Business
O ponto que mais pega gente desprevenida: não existe um degrau intermediário entre o Pro e o Business. Você sai de uma mensalidade de dezenas de euros para uma de centenas. Operações que estouraram o limite do Pro, mas não precisam de SSO nem de Git, ficam num limbo: pagar caro pelo Business por recursos que não usam, ou migrar para o self-hosted.
Na prática, esse é justamente o momento em que muitos times técnicos abandonam o Cloud e levam tudo para o servidor próprio — onde o volume deixa de ser cobrado.
Como pagar menos de verdade
Esqueça “cupom mágico” — o n8n não distribui códigos promocionais públicos. Os descontos reais são três:
- Pagamento anual: reduz a mensalidade em cerca de 17% em todos os planos pagos. É o desconto mais fácil de obter.
- Programa Startup: empresas com menos de 20 funcionários podem pedir 50% de desconto no plano Business — o que muda completamente a conta para startups em estágio inicial.
- Self-hosted: o desconto definitivo é não pagar mensalidade nenhuma e arcar só com o servidor.
A análise honesta de descontos e o porquê de os “cupons n8n” que circulam por aí não funcionarem está em cupom n8n.
Cloud ou self-hosted: o veredito
Se você não tem (nem quer ter) alguém cuidando de servidor e roda volume baixo-médio, fique no Cloud — começando pelo Starter ou Pro. Se tem perfil técnico, roda volume alto ou precisa que os dados fiquem na sua infraestrutura, o self-hosted gratuito é o melhor negócio do nicho. O ponto de virada é simples: quando o preço do Cloud (ou o salto para o Business) passa a custar mais do que um servidor mais o seu tempo de manutenção, é hora de self-hostar.
Para decidir se a ferramenta é a certa antes de pensar em plano, veja o review completo do n8n. Se ainda está comparando, confira as alternativas.