O Make é uma plataforma de automação no-code que conecta apps e APIs num editor visual onde você literalmente vê os dados fluindo de um módulo para o outro. É a escolha de quem quer montar automações poderosas — com roteadores, filtros e tratamento de dados — sem escrever código, pagando por operação em vez de por tarefa cara como no Zapier. Roda 100% na nuvem, com mais de 2.000 integrações nativas.
O Make (que até 2022 se chamava Integromat) é uma ferramenta para conectar apps que
normalmente não conversam entre si e automatizar o trabalho manual de mover dados de
um lugar para o outro. Ele resolve o mesmo problema que Zapier e n8n — mas com uma
assinatura própria: um editor visual onde você enxerga o dado percorrendo o
fluxo, módulo por módulo, em vez de só configurar passos numa lista.
Como o Make funciona
No Make, cada automação é um cenário (scenario): um diagrama de bolhas
conectadas, onde cada bolha é um módulo (uma ação num app). O cenário começa com
um módulo de gatilho e segue para os módulos de ação.
Um exemplo concreto: um novo formulário é preenchido (gatilho) → o Make filtra só os
leads qualificados → cria o contato no CRM → adiciona uma linha numa planilha →
avisa o time no Slack. Você monta tudo arrastando módulos no canvas e ligando-os com
linhas, e — o diferencial — consegue ver os dados reais passando por cada
conexão depois de rodar um teste.
Três conceitos resumem o funcionamento:
- Gatilho → módulos: todo cenário parte de um evento (novo e-mail, agendamento,
webhook) e segue por uma cadeia de ações.
- Mapeamento de dados: você puxa um campo de um módulo para o próximo clicando
no campo no painel — sem digitar código.
- Operação (crédito): cada ação de módulo que roda consome uma operação (no
modelo atual, um crédito). É assim que o Make cobra — e o motivo de ser mais
barato que o Zapier, que cobra por tarefa em cada passo.
O que diferencia o Make
- O melhor construtor visual do mercado. A força do Make é deixar a automação
tangível: você vê o dado fluindo, inspeciona o que entrou e saiu de cada módulo e
entende exatamente onde algo quebrou. Para quem pensa visualmente, é imbatível.
- Lógica avançada sem código. Roteadores (caminhos condicionais), filtros,
iteradores e agregadores deixam você montar fluxos sofisticados — tratar listas,
dividir caminhos, juntar resultados — sem escrever uma linha.
- Custo de entrada baixo. O plano gratuito é generoso e os pagos começam barato.
Como cobra por operação e não por tarefa, sai bem mais em conta que o Zapier em
fluxos com várias etapas.
- Conecta a qualquer API. Mais de 2.000 apps nativos, e o módulo HTTP cobre o
resto — qualquer serviço com API entra no fluxo.
Para quem o Make faz sentido
O Make é a escolha mais forte para quem quer automação poderosa sem programar:
profissionais de marketing, operações, e-commerce e agências que precisam de fluxos
com lógica de verdade, mas não têm (nem querem ter) um desenvolvedor no processo.
Não é a opção ideal para quem precisa rodar na própria infraestrutura (aí o n8n
self-hosted ganha) nem para o iniciante absoluto que só quer ligar dois apps em um
clique (aí o Zapier é mais imediato). Veja a comparação direta em Make vs
n8n e a análise completa em Make vale a
pena?.
O Make é open source ou self-hosted?
Não. Diferente do n8n, o Make é um produto proprietário e 100% na nuvem — você
não instala no seu servidor nem acessa o código. Em troca da liberdade de
hospedagem, você ganha uma plataforma totalmente gerenciada, sem precisar manter
infraestrutura. Para quem precisa de controle total dos dados por LGPD ou política
interna, essa é uma diferença decisiva a favor do self-hosted.
Quanto custa
O Make tem plano gratuito (mil operações/mês) e planos pagos que escalam conforme
o volume de operações que você seleciona e o nível de recursos (Core, Pro, Teams,
Enterprise). A conta depende muito de quantos módulos seus cenários executam por mês
— destrinchamos cada cenário em preços e planos do Make.
A partir daqui você pode seguir para o review completo, aprender a
montar seu primeiro cenário, comparar com as
alternativas ou ver se existe cupom.
Perguntas frequentes
O Make é gratuito?
Tem um plano gratuito generoso, com mil créditos (operações) por mês, acesso a mais de 2.000 apps e o construtor visual completo. O limite prático é o volume: ao passar dos mil créditos mensais ou precisar de execução mais frequente, você migra para um plano pago.
O Make é o mesmo que o Integromat?
Sim. O Make é o antigo Integromat, renomeado em 2022. É a mesma plataforma, agora sob a marca Make e parte do grupo Celonis. Workflows antigos do Integromat continuam funcionando na nova interface.
Preciso saber programar para usar o Make?
Não. O Make é no-code: você monta os fluxos arrastando e conectando módulos visualmente. Recursos como funções, filtros e mapeamento de dados pedem raciocínio lógico, mas não exigem escrever código — o que o torna acessível para quem não é desenvolvedor.
O Make pode ser self-hosted?
Não. Diferente do n8n, o Make roda exclusivamente na nuvem, nos servidores da empresa — não há versão para instalar no seu próprio servidor. Para quem precisa que os dados fiquem na própria infraestrutura, essa é uma limitação importante.
Quantos apps o Make integra?
Mais de 2.000 integrações nativas com apps populares. Além delas, o módulo HTTP permite conectar a qualquer serviço com API, mesmo sem integração oficial — então a lista de apps não é um teto rígido.
O que dá para fazer com o Make?
Automatizar tarefas entre sistemas: sincronizar dados entre apps, rotear leads, enviar notificações, processar planilhas, publicar em redes sociais, montar fluxos de e-commerce e construir automações com IA. Se há uma tarefa repetitiva entre dois ou mais apps, o Make provavelmente a resolve.
O Make funciona com inteligência artificial?
Sim. O Make tem módulos de IA e recursos de agente que conectam modelos de linguagem aos seus fluxos — gerar texto, classificar dados, resumir conteúdo e tomar decisões dentro do cenário. Operações de IA costumam consumir mais créditos que as ações comuns.
O Make está em português?
A interface do Make tem tradução para vários idiomas, incluindo português, o que facilita o uso para o público brasileiro. A documentação mais aprofundada e a comunidade, porém, são majoritariamente em inglês.
Qual a diferença entre o Make e o Zapier?
O Zapier é mais simples e tem mais integrações nativas, mas cobra por tarefa e fica caro em fluxos com muitas etapas. O Make tem um editor visual mais poderoso (roteadores, iteradores, tratamento de dados) e cobra por operação, saindo bem mais barato em volume. Zapier prioriza simplicidade; Make prioriza poder visual e custo.
O Make é confiável?
Sim. É uma plataforma madura (nascida como Integromat, em 2016) usada por milhares de empresas em fluxos de produção, com agendamento, tratamento de erros e histórico de execução. Por ser 100% gerenciado na nuvem, a estabilidade da infraestrutura fica por conta da própria Make.
O Make substitui um programador?
Para automação e integração entre apps, em boa parte sim — ele elimina o código repetitivo que conectaria esses sistemas. Mas não substitui programação para criar software sob medida: é uma ferramenta de orquestração visual, não um ambiente de desenvolvimento de produto.
Quem é a empresa por trás do Make?
O Make nasceu como Integromat, criado na República Tcheca em 2016, e foi adquirido pela Celonis. Hoje opera sob a marca Make como uma das principais plataformas de automação no-code do mundo.