Os valores da tabela acima são atualizados automaticamente — o preço é o dado que mais muda, então essa parte vem do banco de dados, não do texto. O que esta análise resolve é o que a tabela não diz: como o Make cobra de verdade e onde a conta pode te surpreender.
O conceito central: você paga por operação
O Make não cobra por tarefa cara como o Zapier nem por execução de fluxo como o n8n. Ele cobra por operação: cada ação de módulo que roda dentro de um cenário conta como uma. Um cenário com 8 módulos que executam consome 8 operações por rodada.
Em 2025, o Make trocou o nome de “operação” para “crédito”, mas a conta é a mesma para automações comuns: uma ação de módulo = um crédito. Operações de IA podem custar mais de um crédito.
A consequência prática para o seu bolso: o custo não depende só de quantos cenários você tem, e sim de quantos módulos eles executam e com que frequência. Para estimar o gasto, multiplique os módulos que realmente rodam pela frequência mensal.
O plano gratuito e seus limites
O plano gratuito dá mil operações por mês, acesso aos mais de 2.000 apps e o construtor visual completo. Os dois tetos que empurram para o pago:
- Volume: mil operações acabam rápido em qualquer uso sério.
- Frequência: o intervalo mínimo entre execuções é de 15 minutos no gratuito, contra 1 minuto nos planos pagos.
É generoso para aprender e validar uma ideia, mas insuficiente para um processo de negócio contínuo.
Como o preço escala: recurso × volume
Este é o ponto que confunde quem olha a tabela rápido: o preço do Make tem dois eixos.
- Nível de recurso — Core, Pro, Teams ou Enterprise. Define os recursos disponíveis (frequência, log de execução, papéis de equipe, suporte).
- Volume de operações — dentro de cada plano, você escolhe quantas operações mensais quer, e o preço acompanha esse volume.
Por isso dois usuários no mesmo plano “Pro” podem pagar valores diferentes: um selecionou mais operações que o outro. A tabela acima mostra o ponto de entrada de cada plano; o valor sobe conforme você aumenta o volume.
Qual plano para qual perfil
- Core — o pago de entrada. Sai do gratuito principalmente pela execução mais frequente (1 minuto) e por mais volume. Cobre uso pessoal e pequenos times.
- Pro — adiciona execução prioritária, variáveis personalizadas e busca no log de execução. É o plano de quem já roda automação como parte da operação e precisa depurar com agilidade.
- Teams — adiciona papéis de equipe e templates compartilhados. Para quando mais de uma pessoa mexe nos cenários.
- Enterprise — funções customizadas, suporte 24/7, proteção contra excedente, SSO e recursos corporativos. Preço sob consulta.
A armadilha: operações que escalam sem você perceber
O erro clássico de orçamento no Make: desenhar um cenário com muitos módulos e deixá-lo rodar com alta frequência sem filtros. Cada rodada multiplica o consumo. Um fluxo que processa 100 itens, com 5 módulos cada, são 500 operações — só ali.
A boa notícia é que isso é controlável: coloque filtros cedo no fluxo (para não processar o que não interessa), agregue dados quando possível e evite rodar com frequência maior do que o necessário. Bem desenhado, o Make é dos mais econômicos do nicho.
Como pagar menos
- Plano anual: reduz o preço em 15% ou mais e os créditos pré-pagos passam a expirar em 12 meses, não a cada mês — mais flexibilidade de uso.
- Bom desenho de cenário: filtrar cedo e agregar dados corta operações desperdiçadas — o desconto que mais gente ignora.
- Programas para startups e cupons ocasionais: detalhamos o que existe de verdade em cupom Make.
O veredito de preço
Para a maioria dos usuários no-code, o Make oferece a melhor relação custo-benefício do nicho — desde que os cenários sejam bem desenhados. Se o seu volume é altíssimo e os fluxos são pesados, vale comparar o gasto em operações com o n8n self-hosted, onde o volume deixa de ser cobrado. Para decidir se o Make é a ferramenta certa antes de escolher plano, veja o review completo.