Este tutorial monta, do zero, um cenário útil de verdade: capturar um novo lead e avisar o time automaticamente. É um fluxo que mostra os pilares do Make — gatilho, módulo de ação e mapeamento de dados — sem exigir nenhuma linha de código. Reserve 15 minutos.
Passo 1 — Crie a conta e um cenário em branco
O Make roda no navegador, sem instalação. Crie a conta gratuita e clique em Create a new scenario. Você verá o canvas: a tela onde os módulos serão conectados. Ele começa com um único círculo grande, pedindo o primeiro módulo — que é sempre o gatilho.
Passo 2 — Adicione o gatilho
O gatilho é o evento que dispara o cenário. Clique no círculo e procure por Webhooks → Custom webhook — o gatilho mais versátil para começar, porque qualquer formulário ou sistema pode chamá-lo.
Ao criar o webhook, o Make gera uma URL única. Clique em Run once e dispare uma chamada de teste para essa URL (do seu formulário ou de uma ferramenta de teste). O Make captura a estrutura dos dados recebidos — é com esses campos que os próximos módulos vão trabalhar.
Outros gatilhos comuns para conhecer depois: módulos de agendamento, gatilhos de apps (novo e-mail, nova linha numa planilha, nova venda) e o modo instantâneo de apps que avisam o Make na hora do evento.
Passo 3 — Filtre o que importa com um roteador
Nem todo lead merece o mesmo tratamento. Adicione um Router (roteador) após o webhook para criar caminhos. Em cada caminho, clique na chave (o ícone de filtro sobre a linha) e defina a condição — por exemplo, um caminho só para quem informou um e-mail corporativo, outro para os demais.
Os filtros do Make são o que evita o cenário rodar à toa e desperdiçar operações — além de organizar a lógica.
Passo 4 — Adicione o módulo de ação
Agora o cenário faz algo com o lead. No caminho desejado, adicione um módulo de ação. Dois exemplos práticos:
- Google Sheets / CRM — registrar o lead numa planilha ou criar o contato.
- Slack / WhatsApp / e-mail — avisar o time que um lead qualificado chegou.
Escolha o app, crie a conexão (o Make guia o login) e selecione a ação — por exemplo, “Add a row” ou “Send a message”.
Passo 5 — Mapeie os dados entre os módulos
Esta é a parte que diferencia o Make: ao configurar a ação, o Make abre um painel com todos os campos disponíveis dos módulos anteriores. Para usar o e-mail recebido no webhook, você clica no campo correspondente — e ele é inserido no lugar, sem digitar código.
Uma mensagem montada ficaria assim, misturando texto fixo e campos clicados: Novo lead: [nome] ([email]), onde [nome] e [email] são os campos vindos do gatilho.
Passo 6 — Teste, veja os dados fluindo e ative
Clique em Run once para executar o cenário com os dados de teste. O Make acende cada módulo conforme processa e mostra, em cada bolha, o que entrou e o que saiu — é assim que você depura: clicando no módulo e olhando os dados reais.
Funcionou? Defina o agendamento (a cada 15 minutos no gratuito, a cada 1 minuto nos pagos, ou em horário específico) e ligue o cenário no botão ON. A partir daí, ele roda sozinho.
Erros comuns de quem está começando
- Deixar o cenário desligado. Em modo de edição ele só roda nos testes; o interruptor precisa estar em ON para valer em produção.
- Esquecer o filtro. Sem filtro no roteador, o cenário processa tudo e gasta operações à toa — o erro que mais infla a fatura.
- Mapear o campo errado. Se a mensagem chega vazia, quase sempre o campo clicado veio do módulo errado. Confira o painel de dados.
Próximo passo
Com o primeiro cenário de pé, explore a biblioteca de templates do Make — fluxos prontos que você adapta — e os módulos de IA, para automação com modelos de linguagem. Para entender se o Make é a escolha certa a longo prazo, veja o review completo; para dimensionar o custo conforme você escala, a análise de preços.