Os valores da tabela acima são atualizados automaticamente — o preço é o dado que mais muda, então essa parte vem do banco de dados, não do texto. O que esta análise resolve é o que a tabela não diz: como o Zapier cobra de verdade e por que a conta sobe rápido.
O conceito central: você paga por tarefa
O Zapier cobra por tarefa (task): cada ação que um Zap executa com sucesso conta como uma. A diferença crucial para quem vem de outras ferramentas é que, num Zap de vários passos, cada ação conta separadamente — um fluxo de 3 ações consome 3 tarefas por execução.
Há um alívio importante: gatilhos e ferramentas internas não consomem tarefas. Filtros, formatadores, caminhos (paths) e delays são gratuitos em consumo. Bem usados, ajudam a manter o custo sob controle — por exemplo, um filtro no início do Zap evita que ele rode (e gaste tarefas) quando não deveria.
A consequência prática: para estimar o gasto, conte as ações que realmente executam, multiplicadas pela frequência. Fluxos longos e frequentes consomem muito; fluxos enxutos e bem filtrados, pouco.
O plano gratuito e seus limites
O gratuito dá 100 tarefas por mês e Zaps de no máximo dois passos. É bom para conhecer a ferramenta e montar uma automação pessoal simples, mas os dois tetos — volume baixíssimo e ausência de fluxos multi-step — tornam-no insuficiente para qualquer uso de negócio.
Como o preço escala: recurso × volume de tarefas
O preço do Zapier tem dois eixos:
- Nível de recurso — Professional, Team ou Enterprise. Define o que está disponível (multi-step, número de usuários, compartilhamento, suporte, SSO).
- Volume de tarefas — dentro de cada plano, você escolhe quantas tarefas mensais quer, e o preço acompanha esse volume, de centenas a milhões.
Por isso a “tabela de preço” não é uma linha só por plano: o valor depende do volume que você seleciona. A tabela acima mostra o ponto de entrada de cada plano.
Qual plano para qual perfil
- Free — para testar e automações pessoais simples (100 tarefas, dois passos).
- Professional — o pago de entrada: Zaps multi-step, apps premium e webhooks. Cobre a maioria dos usuários individuais e pequenos negócios.
- Team — adiciona usuários, Zaps e conexões compartilhadas, SSO e suporte prioritário. Para quando mais de uma pessoa mantém as automações.
- Enterprise — administração avançada, limites anuais de tarefa, observabilidade e gerente técnico de conta. Preço sob consulta.
A armadilha: o excedente e o multi-step
Dois pontos que fazem a fatura surpreender:
- Multi-step multiplica. Um Zap de 5 ações consome 5 tarefas por rodada. Some a frequência e o número de Zaps, e o consumo cresce mais rápido do que a intuição sugere.
- O excedente é mais caro. Ao passar do limite, as tarefas extras são cobradas a um valor maior que a tarefa base, até um teto de três vezes o limite — depois os Zaps pausam. Em meses de pico, isso pesa.
Como pagar menos
- Plano anual: 33% de desconto frente ao mensal — o desconto mais relevante e disponível para todos.
- Use filtros e ferramentas internas: elas não consomem tarefas; filtrar cedo no Zap evita execuções (e tarefas) desnecessárias.
- ONGs: 15% de desconto em planos pagos. Detalhes em cupom Zapier.
O veredito de preço (e quando trocar)
O Zapier é justo em uso leve e imbatível em conveniência. Mas seja honesto com a matemática: em volume médio-alto, o modelo por tarefa o torna o mais caro do nicho. Se a sua fatura está crescendo, compare o gasto com o Make (cobrança por operação, normalmente mais barato em fluxos com etapas) ou com o n8n self-hosted (sem cobrança por volume). Para muitos, a economia ao migrar paga a mudança em poucos meses. Para decidir se o Zapier é a ferramenta certa antes de tudo, veja o review completo.